Ele dizia que a condição para que elas
fossem curadas era manter relações sexuais com ele.
Na
semana passada um homem foi preso em Cariacica, na Grande Vitória (ES), por se
passar por pastor para abusar sexualmente de mulheres.
Segundo o G1, durante quatro meses o homem atuou
como pastor na cidade e, usando a palavra de Deus, abusou de pelo menos quatro
mulheres.
As
vítimas se uniram e em agosto denunciaram o homem após descobrirem a fraude.
Para justificar os abusos sexuais, o falso pastor dizia que através dele Deus
iria curá-las.
“Ele
dizia que eu estava com uma doença, mas que Deus iria me curar por meio dele.
Quando eu disse que aquilo não era certo, ele argumentou que eu estava negando
a Deus. Sempre fui temente ao Senhor e acreditava que estava me sacrificando
por uma vontade divina”, disse uma das vítimas de 19 anos que teve suas partes
íntimas tocadas pelo falso pastor.
Os
depoimentos dados à Polícia afirmam que a maioria dos abusos aconteciam na casa
das vítimas, o acusado procurava sempre ficar a sós com as mulheres para então
poder tocá-las.
“Ele
pedia para orar no meu quarto, para abençoar minha relação com meu marido. Ele
começou tocando minha cabeça, depois meu peito, até que um dia tentou enfiar a
mão dentro da minha calça”, relatou uma mulher de 42 anos. Desconfiada, a fiel
pediu para que o falso pastor não voltasse mais.
Uma
terceira mulher, de 28 anos, quase perdeu a família por conta da situação. “Eu
ajoelhava no pé da cama e chorava, pedindo a Deus para tirar isso de mim. Ele
me colocou contra minha família, meu casamento quase acabou”, revelou.
A
polícia recebeu as denúncias e começou a investigar o caso, com as provas
reunidas a delegada Michele Meira, da Delegacia de Atendimento a Mulher de
Cariacica, conseguiu um mandado de prisão temporária contra ele.
A delegada não tem dúvidas
de o acusado se fingia de pastor para aproveitar da fé das mulheres. “Ele alega
que é um pastor revelado, que nunca tocou nenhuma delas, mas sabemos que ele se
aproveitava da fé dessas mulheres para fazer isso. Acreditamos que há outras
vítimas, mas que muitas têm vergonha de denunciar”, declarou Meira.
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