Um
jovem de 15 anos assistia uma celebração a Maomé em uma mesquita da Província
de Punjab, no Paquistão, quando, por não entender uma pergunta direito, acabou
blasfemando contra o profeta do Islã.
Qaiser
(nome fictício), participava de uma homenagem ao nascimento do profeta e o
clérigo perguntou: “Quem entre vocês crê em Maomé?”. Todos levantaram as
mãos. Em seguida o religioso voltou a questionar a congregação: “Quem entre
vocês não acredita nos ensinamentos do santo profeta? Levantem suas mãos!”.
O jovem
não prestou atenção e ergueu as mãos, o clérigo o acusou de blasfêmia e Qaiser
voltou para casa transtornado pensando em algo que provasse sua fé e seu amor
pelo profeta Maomé.
Foi
então que ele decidiu amputar a mão que ele levantou durante a reunião. “Quando
eu levantei minha mão direita sem querer, eu percebi que havia cometido uma
blasfêmia e precisava compensar tamanha afronta”, revelou Qaiser em entrevista à BBC.
Os
moradores da aldeia ficaram em êxtase pela atitude que o jovem tomou para
honrar o profeta e tentar se redimir pela blasfêmia cometida.
Porém o
governo do Paquistão prendeu o clérigo pela lei antiterrorismo, acusando-o de
ter instigado o extremismo e o fanatismo religioso.
O jovem
de 15 anos não se arrepende do que fez e em entrevista chegou a dizer que não
sentiu dores ao amputar a própria mão. “Por que eu sentiria dor ou teria algum
problema cortando uma mão que foi levantada contra o santo profeta?!”
A
automutilação de Qaiser gerou um caso inédito no Paquistão, pois a família do
jovem não o considera uma vítima do extremismo religioso e seus vizinhos
comemoram a atitude.
GOSPELPRIME

