A
pastora Marcilene. O. S., 38, foi encontrada morta nesta quarta (20). Vítima de
um sequestro na cidade de Vitória da Conquista, Bahia, ela estava acompanhada
da prima Ana C. S. S., 37, e do marido, o pastor Carlos E. S., 50. Seu veículo
foi abordado por dois homens em outro carro na estrada de acesso ao município
de Barra do Choça.
Presos
pela polícia, Fabio J. S., 34, admitiu ter espancado Carlos sob ameaça de uma
arma de fogo. Marcilene e a prima foram levadas por Adriano S. S., 36, que
também está preso. Eles estariam a serviço de um homem conhecido como Pastor
Edmar.
O
pastor Carlos conseguiu fugir, mas as duas mulheres tiveram as cabeças
esmagadas por pedras e faleceram no local. A polícia procura agora Edmar, que
está foragido.
Marcilene
era professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e o caso tem ganhado
bastante repercussão na Bahia. Especialmente por causa da motivação.
Segundo
a Polícia Civil, Edmar foi o mandante do crime. Ele foi identificado tanto pelo
marido da vítima, quanto pelos dois suspeitos presos. Seria uma vingança, pois
Carlos e Marcilene pertenciam à igreja pastoreada por Edmar.
Uma
desavença entre eles ocasionou a divisão da congregação. Como a maioria dos
fiéis acompanharem o pastor Carlos E. e sua esposa, Edmar planejou o
assassinato.
O
delegado Marcus Vinícius, titular da 10ª Coordenadoria de Polícia do Interior
disse à imprensa que o plano era matar toda a família e simular um latrocínio
(roubo seguido de morte), pois eles estavam perto do sítio das vítimas.
No
entanto, o crime foi descoberto pela polícia e só pode ser solucionado por que
Carlos, ao perceber que iria ser morto, conseguiu causar um acidente no carro
em que estava, fazendo-o colidir com outro que trafegava pela rodovia. Foi
quando conseguiu abrir a porta e escapar pelo mato. Em seguida, acionou a
polícia.
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