Em
muitas igrejas, principalmente neopentecostais, há a pregação de que muitas
adversidades a que o cristão passa se devem a uma suposta maldição hereditária,
e para “quebrar” essa sina, é preciso um “ato profético”, uma campanha de
oração, etc.
Sobre
esse tema, delicado, o pastor Renato Vargens publicou um artigo explicativo
sobre a eficácia do sangue derramado na cruz do Calvário por Jesus.
“Estou
convicto que a doutrina pregada por algumas igrejas quanto a necessidade do
regenerado quebrar maldições hereditárias é uma ofensa a mensagem da cruz. Ao
contrário dos que ensinam essa heresia, as Escrituras nos ensinam que em
Cristo, todo escrito de dívida que era contra nós foi cancelado”, afirmou o
pastor. “Em outras palavras: não existe nenhuma maldição que possa prevalecer,
amedrontar ou escravizar aqueles que tiveram um encontro com Cristo. A morte de
Jesus foi suficiente para quebrar todo tipo de maldição”.
Segundo
Vargens, a Bíblia é redundante na afirmação da liberdade conquistada por Cristo
para aqueles que o recebem como Salvador: “Paulo afirma que o Senhor nos
libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu
amor. Se não bastasse isso, as Escrituras são claras em afirmar que se o Filho
nos libertasse, verdadeiramente seríamos livres”.
Sobre
as doutrinas de “quebra de maldições hereditárias”, o pastor as considera
nulas: “[Essa doutrina] aponta para um profundo desconhecimento do significado
da cruz. Além disso, o sacrifício de Cristo na cruz foi suficiente para
libertar os eleitos das garras de satanás. Uma pessoa alcançada pelo Senhor não
precisa fazer absolutamente nada para se ver livre das ações do diabo. Mediante
a fé em Jesus e pela maravilhosa graça a nós concedida, tornamo-nos livres do
satanás. Isto significa dizer que o crente em Jesus não precisa participar de
cultos mágicos, a fim de que o seu passado seja anulado”, resumiu.
Aproveitando
a circunstância das celebrações da Páscoa, o pastor resgatou o sentido do
feriado para os cristãos: “Nosso Senhor, ao morrer na cruz do calvário disse:
‘Tetelestai’. Isto é, está consumado. O preço foi pago. O cordeiro foi morto e
mais nada precisa ser feito. Tudo foi feito por ele. […] Se você tem feito
parte de uma Igreja que ensina que além da cruz, maldições precisam ser
desfeitas ou quebradas, saia dela imediatamente, mesmo porque, o ensino por ela
defendido e proclamado ofende a verdade da cruz”, concluiu.
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