1. O livramento da morte depende da morte do Cordeiro (Ex
12.4-6) – Quando a Páscoa foi instituída, Deus ordenou a Moisés que
cada família se reunisse para matar o cordeiro e aspergir as ombreiras da porta
com o sangue. O anjo do Senhor passaria naquela noite e vendo o sangue passaria
por alto e não feriria de morte o primogênito. Todos os primogênitos do Egito
morreram naquela noite, exceto aqueles que estavam debaixo do abrigo do sangue
do Cordeiro. Não foi a vida do cordeiro, mas sua morte que trouxe livramento
para os israelitas. Assim, também, somos libertos da morte pela morte de
Cristo. Ele morreu a nossa morte. Ele é o nosso cordeiro pascal.
2. O livramento da morte depende de estar debaixo do abrigo do
sangue (Ex 12.7,13,14) – A libertação da morte dependeu não
apenas da morte do cordeiro, mas também, do seu sangue aspergido nas ombreiras
das portas. Precisamos estar debaixo do sangue de Cristo para sermos salvos.
Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Não é o sangue de um
cordeiro que pode nos purificar do pecado, mas apenas o sangue do Cordeiro sem
defeito, o sangue de Cristo. Por ele somos remidos, comprados, purificados e
justificados.
3. Os que foram libertos pelo sangue precisam se alimentar do
Cordeiro (Ex 12.8-12) – Aqueles que foram salvos pelo sangue
alimentaram-se do cordeiro. Reunidos em famílias os israelitas se fortaleceram
para a caminhada, comendo a carne do cordeiro com ervas amargas. Aqueles que
são salvos pelo sangue de Cristo, precisam se alimentar de Cristo. Ele é o pão
vivo que desceu do céu. Ele é o alimento para a nossa alma. A Páscoa judaica
foi substituída pela Ceia do Senhor. O pão simboliza o corpo de Cristo e o
vinho o seu sangue. Devemos nos alimentar do corpo e do sangue do Senhor. O pão
e o vinho não se transubstanciam em corpo de Cristo como ensina o dogma romano
nem Cristo está presente fisicamente neles, como pensava Lutero. Cristo está
presente na Ceia espiritualmente e dele nos alimentamos espiritualmente.
4. Os que celebram a Páscoa do Senhor precisam lançar fora todo
o fermento da maldade (Ex 12.15-20) – Durante a celebração da
Páscoa judaica, os israelitas não podiam ter nenhuma espécie de fermento em
casa nem comer pão levedado. O fermento é um símbolo da contaminação do pecado.
Precisamos examinar a nós mesmos antes de comermos o pão e bebermos o cálice. O
propósito do auto-exame não é para fugirmos da Ceia por causa do pecado, mas
fugirmos do pecado por causa da Ceia. Não podemos participar dignamente da Ceia
do Senhor agasalhando pecado no coração. Não podemos participar da Ceia
dignamente hospedando no coração qualquer sentimento de hostilidade ou rancor
pelos irmãos. A igreja precisa ser uma comunidade de santidade, amor e perdão,
antes de ser uma comunidade de celebração.
Rev.
Hernandes Dias Lopes.
“Porque
eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em
que foi traído, tomou o pão;
E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.
Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.
Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.
Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.
Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem.
Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”.
1 Coríntios 11:23-32
E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim.
Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.
Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.
Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.
Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.
Por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem.
Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”.
1 Coríntios 11:23-32

