Com
1.400 anos de história, a Igreja Metropolítica de São Pedro em York é uma
catedral protestante famosa em todo o mundo por seu coral. Um dos espaços
religiosos mais conhecido da Inglaterra, a Minster, como é apelidada, faz parte
da Igreja Episcopal Anglicana, a igreja oficial do Reino Unido.
Numa
decisão que é vista um afastamento marcante de suas tradições evangélicas, os
líderes da Minster introduziram nos cultos o que consideram uma forma de
enriquecimento espiritual: a meditação zen-budista.
Uma sangha (ordem
budista) agora está sob os cuidados de um mestre zen. Ele coordena, nas
dependências da catedral, sessões de uma hora e meia de meditação silenciosa. A
reunião aparece no boletim como uma prática devocional para a qual estão
convidados cristãos e não cristãos.
O
reverendo Christopher Collingwood, responsável pelo prédio medieval, sabe que
sua decisão é considerada heresia. “Mas parece-me que a meditação Zen oferece
poucos problemas, porque não tem a pretensão de ser um sistema de doutrina ou
de crença”, justifica. Explica ainda que o foco da técnica é na respiração, com
objetivo de trazer paz interior.
Questionado
por que é um entusiasta de uma prática budista mesmo sendo pastor, Collingwood
descreve-se como “religiosamente bilíngue”. Para ele, é perfeitamente possível
combinar as crenças cristãs e ideias zen.
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