T. e E. C. foram condenados à prisão perpétua
nos EUA, por terem abusado sexualmente de pelo menos três menores de idade,
incluindo a própria filha de um deles.
T. e E. C., pai e filho, que foram acusados de abusar
sexualmente de crianças e mantiveram uma menina algemada em um porão,
tentaram usar a Bíblia para se justificarem durante o seu julgamento na semana
passada.
Mas seus esforços fracassaram na última sexta-feira (27),
quando uma juíza de Ohio os repreendeu por suas estratégias de argumentação e
os sentenciou à prisão perpétua.
"A tortura, o terror e os abusos sexuais que vocês
infligiram a essas crianças é repugnante", disse Linda Jennings, juíza das
Províncias Comuns do Condado de Lucas (Ohio), a ambos os réus. "O que é
mais repugnante é o fato de que vocês distorceram a Palavra de Deus para o
justificar o seu próprio mal".
Antes do início do julgamento, pai e filho fizeram o pedido
incomum de ter acesso à Bíblia. Eles planejavam citar passagens bíblicas,
enquanto se defendiam diante do júri. E. C. chamou a Bíblia de "o único
livro de leis que importa", segundo relatou o jornal 'Toledo Blade'.
Os réus, que são da cidade de Toledo (Ohio) foram acusados de diversos crimes, envolvendo sequestro e ameaçar a vida de
crianças. Eles foram condenados por todas as acusações feitas e receberam sua
sentença na última sexta-feira, após cinco dias de julgamento com júri.
Os homens foram presos em maio, depois que a enteada de
T. C., de apenas 13 anos de idade, conseguiu escapar de um porão
enquanto seus agressores estavam ausentes. Os promotores disseram que os réus
abusaram da menina durante cerca de três anos (de 2012 a 2015). T. C. também estuprou a irmã mais nova da adolescente - sua própria filha - durante o
mesmo período.
A menina, sua irmã mais nova e um garoto de 11 anos
testemunharam durante o julgamento. Todos foram interrogados pelos réus, que
optaram por agir como seus próprios advogados.
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