Texto Áureo
“Pela
fé, caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias”. Hb 11.30
Verdade Aplicada
Viver
pela fé, além de desfrutar do sobrenatural, é adquirir respeito e honra diante
daqueles que nos assistem.
Textos de Referência.
Josué 6.10; 16; 20.
10
Porém ao povo Josué tinha dado ordem, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir
a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos
diga: Gritai. Então gritareis.
16 E
sucedeu que, tocando os sacerdotes a sétima vez as buzinas, disse Josué ao
povo: Gritai, porque o Senhor vos tem dado a cidade.
20
Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo
o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande grita; e o muro caiu
abaixo, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e tomaram a cidade.
Introdução
A
geração liderada por Josué era guerreira, conquistadora e cheia de fé. A tomada
de Jericó apresenta aquele momento em que nossas vidas alcançam o nível exigido
por Deus para as grandes realizações.
1. Uma geração orientada pelo
Senhor.
Ainda
hoje, arqueólogos e cientistas tentam, sem sucesso, desvendar o mistério da
queda dos muros de Jericó. Porém, a Bíblia responde: “Pela fé” (Hb 11.30).
1.1. Influenciados pela fé.
Após
atravessar milagrosamente o Jordão, Josué tem uma nova missão: conquistar a
fortificada Jericó, uma cidade de importante comércio. Jericó era humanamente
intransponível. Seus habitantes tinham a sensação de segurança: ninguém poderia
conquistá-la. Mas algumas coisas fizeram a diferença para que Israel a
conquistasse. Josué tinha uma promessa, acreditava nela e conduzia sua geração
a crer (1Tm 1.19; Tg 2.22).
1.2. O general e suas estratégias.
Josué
se tornou um grande guerreiro e estrategista, e, como todo guerreiro
bem-sucedido, ele poderia confiar em suas experiências de guerra. Porém, antes
da peleja contra Jericó, ele recebe a visita de um homem que tinha na mão uma
espada nua e se apresenta como o príncipe do exército do Senhor. Após
certificar-se e saber que o próprio Senhor estava na peleja, ele o reverencia e
diz: “Que diz meu Senhor ao seu servo?” (Js 5.14). A estratégia divina era:
rodear a cidade, tocar as trombetas (sacerdotes) e gritar. Josué abandona suas
estratégias humanas e, mesmo parecendo absurdas, não hesita em seguir as ordens
divinas. Deus estava na frente de tudo e isso era o suficiente para Josué (Js
1.9).
1.3. De glória em glória.
A nova
geração liderada por Josué passou por uma transição. Eles deixaram de conviver
com a provisão de Deus no deserto, saem da posição de receber provisão e passam
a conquista da Terra Prometida. Do mesmo modo acontece na vida cristã. Devemos
viver as etapas necessárias e conquistar os novos desafios que o Senhor coloca
diante de nós (2Co 3.18). O nosso Deus requer de Seu exército obediência,
sensibilidade à Sua voz, firmeza e santidade. É por esse motivo que se
apresentou com uma espada desembainhada (Js 5.13). Ele ordena que Josué tire os
calçados porque ali é terra santa. Mas como uma terra pagã pode ser santa? (Js
5.15). A resposta é simples: onde o Senhor coloca Seus pés e manifesta a Sua
glória, o lugar torna-se santificado pela presença do Santo Deus.
2. O preparo sempre vem antes
da vitória.
Josué
teve a fé na estratégia que havia recebido do Senhor e seus liderados também
não deixaram a desejar quando acataram suas ordens e visão.
2.1. As sábias orientações de Deus.
Eles
deveriam rodear a cidade uma vez durante seis dias e sete sacerdote, levando
sete buzinas de carneiro, deveriam seguir adiante da arca, isso durante seis
dias. No sétimo dia, a cidade seria rodeada sete vezes e depois os sacerdotes
tocariam. Quando a tocassem (somente nesse dia), o povo daria um grande grito.
Era esse grito, juntamente com o sonido da buzina de carneiro, que faria com
que os muros viessem abaixo (Js 6.1-5). O que parecia loucura se tornou
realidade e, sem qualquer tipo de explosivo, os muros implodiram (1Co 1.25a;
2.14).
2.2. Tempo de andar calado.
Caminhar
em círculo não era novidade para essa geração. Só que agora é diferente. Deus
disse que lhes daria aquela terra (Js 6.2). O caminho da conquista exigia
paciência, disciplina e silêncio. A ordem do Senhor era para rodearem, um ato
insano na visão dos habitantes de Jericó. Mas andar com Deus é assim, é estar
disposto a seguir Suas instruções em nome da fé (Hb 11.6). Por que Deus pede
silêncio? Às vezes, o segredo de grandes vitórias é não anunciar em público
aquilo que Deus nos revela no oculto. Se Sansão atentasse para esse detalhe,
jamais teria perdido sua força. Ele só foi derrotado porque falou o que não
devia (Jz 16.15-20).
2.3. Tempo de gritar.
Josué
foi sábio e instruiu seu povo a gritar no tempo certo (Js 6.10). Existe o tempo
de rodear, o tempo de calar e o tempo de gritar (Ec 3.7). O estopim da derrota
de muitos homens foi falar antes do tempo. Existem estratégias que são pessoais
e não podem servir de modelo para outras pessoas. Deus é pessoal e para cada
evento Ele atua de maneira diferente. Ele disse que seria com Josué como foi
com Moisés, mas o milagre do Jordão, por exemplo, foi diferente do milagre do
Mar Vermelho. Com Jericó, Deus usou uma estratégia diferente porque desejava
testar a paciência e a fé do povo. Josué sabia que chegaria o dia da vitória e
incentivou o povo a esperar o momento certo da comemoração. A nossa hora também
vai chegar. É só esperar com fé (Rm 8.24-25).
3. Lições práticas acerca da
fé.
A
ciência e a arqueologia relutam em fornecer uma resposta plausível para a queda
das muralhas de Jericó, a Bíblia é muito clara: “Pela fé caíram os muros de
Jericó” (Hb 11.30). A fé nos faz ver o invisível, crer no incrível e realizar o
impossível.
3.1. O poder da Palavra.
Jericó
estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía nem
entrava (Js 6.1). Mas dentro dos muros até o próprio inimigo já sabia que a
derrota era certa (Js 2.9-11). Quando Deus nos dá uma missão, jamais devemos
ter medo de avançar. Quando Deus diz que vai nos dar vitória, devemos crer em
Sua Palavra, porque Ele Nunca falha naquilo que prometeu. Antes de Josué
avançar, o Senhor já havia posto o terror no coração dos inimigos. Ele já havia
preparado a vitória. Era somente crer em Sua Palavra e conquistar o que parecia
impossível.
3.2. A obediência à Palavra.
A
vitória deveria ser precedida de um ritual em forma de culto e havia um
conjunto de obrigações que incluía o número sete, símbolo da perfeição de Deus.
Deveriam ser sete sacerdotes, estes deveriam conduzir sete buzinas de chifres
de carneiro. Ao sétimo dia, eles rodeariam a cidade sete vezes e, após tocar as
buzinas, o grito e a vitória. O que seria mais difícil para aquele povo? Ficar
calado e esperar o tempo de gritar ou manter a fé para cumprir esse ritual,
acreditando que tudo aquilo tinha um propósito? Eles cumpriram cabalmente as
instruções divinas, o muro caiu e eles tomaram a cidade (Js 6.20). O segredo
foi a obediência.
3.3. Os efeitos de um grande milagre.
Com a
queda de Jericó, os pequenos reinos vizinhos ficaram muito atemorizados. Israel
se tornou uma ameaça que procedia do deserto. A fama de Josué como chefe de
exército cada vez mais aumentava, não apenas pelas suas qualificações
militares, mas, sobretudo, porque Deus era com ele por onde andava (Js 6.27). O
que diferenciava, por exemplo, Jesus dentre todos os homens? Em primeiro lugar,
era a confiança que as pessoas tinham em saber que Deus era com Ele e, depois,
a veracidade de Sua Palavra, acrescida de milagres (Jo 3.2). Josué avançou e
Israel foi temido por essas qualidades. Se a nossa geração deseja alcançar
grandes feitos e avançar, deve então trilhar por esse mesmo caminho.
Conclusão.
A
geração de Josué não foi vencedora em tudo. A santidade lhes abriu a porta das
grandes conquistas. Enquanto seguiam pela fé, tudo dava certo, até que o pecado
entrou no arraial. Eles sucumbiram diante de Ai por causa do anátema. Não seria
essa a causa de tantos fracassos em nossa geração?
Questionário.
1. Como
a Bíblia responde o mistério da queda dos muros de Jericó?
2. No que os moradores de Jericó acreditavam?
3. Por que Sansão foi derrotado?
4. De acordo com a lição, quais são os tempos que existem?
5. Por que a fama de Josué como chefe de exército cada vez mais aumentava?

