O primeiro Carnaval gospel de Olinda, em Pernambuco era uma
iniciativa de algumas igrejas querendo oferecer uma “opção bem-comportada” da
tradicional festa que lota as ruas da cidade. As comemorações promovidas pelos
evangélicos iriam só até meia-noite e as letras dos blocos seriam
“evangelizadoras”, mantendo os ritmos que iam do frevo ao manguebeat.
No chamado “polo gospel” estavam programadas
apresentações culturais, batalhas de rap, street dance e palestras durante as
tardes dos quatro dias de carnaval.
Também estava previsto a distribuição de dez mil Bíblias no
local.
“Fazemos todo um esforço para tirar a juventude das drogas e
da promiscuidade, e isso pode se perder se essas pessoas participarem do
Carnaval”, alegou o deputado estadual Adalto Santos (PSB), representante da
bancada evangélica. Ele pediu o cancelamento da atração durante sessão na
Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Contudo, após uma semana do anúncio, a prefeitura de Olinda
cancelou o evento. Segundo ela, a pedido de representantes evangélicos que não
concordavam. À imprensa, o deputado pastor Cleiton Collins (PP) assegurou que
“Evangélico não brinca no Carnaval. O que devemos fazer é evangelizar e cuidar
das feridas nesta festa, que provoca muitos problemas com álcool e drogas”.
O prefeito da cidade, Professor Lupércio é evangélico e
afirmou: “Todos sabem que sou prefeito para todos os cidadãos, mas que minha fé
é inegociável. O que queremos é levar o Evangelho aonde ninguém mais vai”. GOSPELPRIME

