"Jesus não
ouvia música cristã, não ia às festas cristãs, tampouco só conversava com
cristãos. Reavalie o que é santidade", prega o pastor.
A Onda Dura, ou apenas a Onda, é mais uma das chamadas
igrejas alternativas que se multiplicam pelo país. Seu fundador, o pastor
Filipe Falcão, o Lipão, atualmente contabiliza mais de três mil jovens nos
cultos, em 12 cidades.
Com a cabeça raspada, alargadores nas orelhas e as tatuagens
que cobrem o corpo, ele associa visual descolado e ideias progressistas.
Sediada em Joinville, Santa Catarina, a igreja é focada na
Geração Y, dos nascidos entre as décadas de 1980 e 1990. Talvez por isso, trate
com certa naturalidade temas espinhosos como a homossexualidade e uso de
entorpecentes.
“A Bíblia reprova essas atitudes, mas ninguém aqui vai falar
‘você é pior do que eu’. Se alguém chegar para mim e falar ‘sou gay, fumo
maconha e não quero mudar’, respondo: ‘Beleza, pode continuar’. Não é uma
pegada de imposição”, explica Lipão.
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