Encontro tenta mostrar
crianças transgênero como algo natural.
O programa Encontro, apresentado pela rede Globo pelas manhãs,
abordou nesta sexta-feira (17), mais uma vez a questão das crianças
transgênero. Fátima Bernardes anunciou logo no início que iria falar sobre
“crianças que não se identificam com o sexo com que nasceram”.
O especialista convidado foi o psiquiatra Alexandre Saadeh,
que é coordenador do Ambulatório transdisciplinar de identidade de gênero e
orientação sexual do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele fez questão de
frisar que “Não tem nada de errado” com as crianças que desde cedo acreditam
ter nascido “no corpo errado”. Citou ainda que atende meninos e meninas com “3
ou 4 anos de idade”.
Usando um conhecido discurso, alegou que o Ambulatório “não
faz intervenção” e que cada um pode ser o que quiser, pois “criança não tem
preconceito”. Para o psiquiatra, o gênero é uma construção social e mencionou
que eles acompanham casos “até a entrada da puberdade”, antes de começar o
tratamento hormonal, que gera mudanças no corpo.
Fatima alegou que ainda existe muito preconceito e falta de
informação sobre o assunto, por isso estava apoiando uma “Campanha de aceitação
e respeito”, simbolizada pelas borboletas que decoravam o cenário do programa.
Também apresentou alguns dados sobre o assunto, alegando que a disforia de
gênero atingiria “1 homem a cada 100 mil e uma mulher a cada 400 mil”.


