O estudo demonstrou que muitos
consideram o dízimo como uma das “despesas" mais importantes na economia
doméstica.
O dízimo está inserido
no orçamento de muitas famílias pobres no Brasil. Essa é conclusão de uma
pesquisa iniciada em 2013 sobre o comportamento das famílias de baixa renda
pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil). Os dados foram
apresentados nesta segunda-feira (20) em Brasília.
Foi realizada uma abordagem
diferente, que possibilitou captar dados jamais obtidos em
outras pesquisas. “Tivemos um trabalho prévio e vivência de meses em
várias casas de famílias pesquisadas para entender hábitos de consumo e
identificar a linguagem”, explicou a superintendente da AEF-Brasil, Claudia
Forte.
O dízimo e a oferta dada à
Igreja se destacaram. O estudo demonstrou que muitos pesquisados consideram o
dízimo como uma das despesas mais importantes na economia doméstica. “A
religião é a válvula de escape para muitos e o dízimo talvez seja o compromisso
financeiro mais importante de algumas famílias”, disse a superintendente da
AEF.
Conforme o Exame, a pesquisa apontou que entre os fiéis de igrejas protestantes,
no caso dos evangélicos, o dízimo é pago mensalmente. Já entre os católicos, a
oferta é paga normalmente toda semana e em montante variável.
A pesquisa abordou dois grupos
que somam 43,5 milhões de brasileiros: mulheres e homens aposentados com renda
de até dois salários mínimos e mulheres beneficiárias do programa Bolsa
Família. O estudo ocorreu em 49 diferentes municípios em 16 Estados e no
Distrito Federal. GOSPELPRIME


