O posicionamento do Brasil nesta votação foi criticado
também pelo deputado Roberto de Lucena (PV - SP), em plenário da Câmara Federal,
na última quinta-feira (4). Ele apontou que quando o governo brasileiro insiste
em se manter contra Israel, "vira as costas para as bênçãos que este apoio
pode trazer".
"Em pleno Dia da independência de Israel, o Brasil se
aliou a ditaduras e votou em desacordo com nossos vizinhos latino-americanos,
aprovando posicões absolutamente equivocadas. Este voto não representa a nação
brasileira, ofende a memória de Oswaldo Aranha e dos heróis do Itamaraty, que
arriscando as suas carreiras e suas vidas, combateram o holocausto",
afirmou o parlamentar.
"Trago para esta tribuna, o meu repúdio a este voto
brasileiro contra Israel na UNESCO. Por mais que eu respeite o nosso chanceler,
ministro Aloysio Nunes, cuja biografia orgulha os paulistas, não posso deixar
de afirmar que a diplomacia brasileira errou neste ponto. Lamentavelmente,
acompanhou a postura adotada pelos governos anteriores, de afastamento de
Israel", acrescentou.
O voto brasileiro também foi alvo do lamento da CONIB
(Confederação Israelita do Brasil), que em nota oficial, afirmou que a
resolução tem "claro viés anti-israelense".
Mobilização
A Frente Parlamentar Evangélica foi à Embaixada de Israel, levando ao embaixador Yossi Shelley, sua solidariedade e manifestando o descontentamento de seus integrantes diante da decisão do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. GUIAME.COM.BR
A Frente Parlamentar Evangélica foi à Embaixada de Israel, levando ao embaixador Yossi Shelley, sua solidariedade e manifestando o descontentamento de seus integrantes diante da decisão do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. GUIAME.COM.BR

