20 de agosto de 2017
Texto Áureo
Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que
crê em mim não permaneça nas trevas. Jo 12.46
Verdade Aplicada
Para nos resgatar das trevas, Cristo se fez homem e
morreu por nós, demonstrando um amor incondicional.
Textos de Referência.
João 1.1-5; 12
1 No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e
o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do
que foi feito se fez.
4 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a
compreenderam.
12 Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu
nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.
Introdução
Jesus Cristo veio dos céus em obediência ao Pai e também
por um imensurável amor à Sua criatura. Como Cordeiro Imaculado, Ele veio
salvar o mundo dos seus pecados.
1. A excelência do missionário.
Não encontramos o título de “missionário” no Novo
Testamento. Mas o escritor aos Hebreus nomeia a Cristo como “apóstolo” (Hb
3.1). Um apóstolo é um “enviado”, isto é, alguém com a missão de revelar a
vontade de Deus aos que se encontram na escuridão.
1.1. Jesus, a palavra eterna.
A identidade de Jesus é revelada de duas maneiras em
relação à Sua missão. Primeiro, como Verbo, o que aponta para a sua natureza
divina, Ele é aquele que veio salvar o homem de seus pecados e da perdição
eterna (Jo 1.10-12). Em sua essência divina, Ele é o próprio Deus em ação,
atuando para que se realize na terra o que foi idealizado na eternidade,
dando-se como oferta, “anulando a conta da nossa dívida” (Cl 2.14). Segundo,
como homem, revelando a glória divina, mostrando aos seres humanos que Deus é
amor e que enviou para mostrar à humanidade perdida o caminho de volta ao Pai
(Jo 3.16).
1.2. Jesus, a vida.
João, o evangelista, registrou que através de Jesus
Cristo todas as coisas vieram a existir desde a eternidade (Jo 1.3). Os céus e
a terra são obras de Suas mãos. Toda autoridade humana que se nomeia veio por
meio dEle e por Ele tudo subsiste (Cl 1.15-17). Apenas aquele que criou e
sustenta todas as coisas é capaz de redimir do pecado e da perdição. Por isso,
Ele disse acerca de si mesmo: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém
vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6).
1.3. Jesus, a luz do mundo.
Por causa do pecado, da humanidade caminhava em trevas.
Jesus é o sol da justiça que trouxe esperança, cura e salvação. Mesmo para
aqueles que habitavam, e ainda habitam hoje, na “região da sombra da morte”,
essa luz brilhou, e ainda brilha, dissipando as trevas do pecado, da opressão,
das enfermidades e da possessão demoníaca (Mt 4.16-17). Luz e trevas se opõem,
más não se nivelam em poder. A luz é superior. Quando alguém caminha na luz, as
trevas não dominam (Jo 12.35). O Senhor Jesus veio para trazer luz à humanidade
(Jo 1.9). Se vidas estão ainda em trevas, não é por causa da limitação da luz,
mas porque não querem a luz (Jo 3.19-20).
2. A excelência da missão.
Jesus fez diversas declarações importantes acerca da
salvação. Uma delas foi: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6b). Eis o
propósito de Sua excelente missão. Todos aqueles que desejam encontrar-se com o
Pai, devem primeiro conhecer o Filho, para receber a salvação.
2.1. Jesus, o Verbo que se fez carne.
Alguns sentidos da palavra “habitou”, no grego, são:
“alojar-se em tenda: tabernacular”. Aquele que “estava com Deus” e “era Deus”
foi enviado ao mundo para estar com a humanidade. Eis o Missionário por
excelência! Deus se aproxima dos pecadores para resgatá-los. Em Jesus Cristo,
encontramos a integração dos atributos divinos e humanos. Ele é o Senhor
preexistente e divino, como também o ser humano encarnado em servo sofredor. Em
Cristo, o Missionário por excelência, encontramos o modelo de como comunicar o
Evangelho: a mensagem sempre será a mesma, mas os métodos acompanham o contexto
da atividade evangelística.
2.2. A personificação do amor divino.
A vinda de Jesus entre nós vai além do que podemos
imaginar ou descrever. Jesus veio a esse mundo para revelar o amor de Deus pela
humanidade (Jo 3.16). Essa qualidade do amor divino e tão indestrutível que não
há como explicar tremenda graça. A Bíblia nos ensina que Deus provou o Seu amor
para conosco enviando a Cristo para morrer por nós, mesmo sendo pecadores (Rm
5.8). Durante o Seu ministério terreno, Jesus Cristo demonstrou a compaixão de
Deus pela humanidade. No grego, a palavra compaixão, entre outros sentidos,
significa: “ser movido como pelas entranhas; sensibilizar-se”. Que grande
exemplo deixado para nós pelo Senhor.
2.3. A restituição do que foi perdido.
“...provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por
Jesus e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Co 5.18). A expressão
“reconciliação”, no grego, indica: restauração; mudança, no sentido de uma
pessoa em relação à outra. A Bíblia registra que o ser humano não nascido de
novo, vivendo em pecado, é “inimigo de Deus” (Rm 5.10); está afastado da presença
de Deus (Rm 3.23). Jesus Cristo foi enviado para restituir-nos à comunhão e
amizade com Deus. Fez isto pela Sua morte (Rm 5.10-11). Ele efetuou o
ministério da reconciliação e, agora, a Igreja recebe a missão de tornar
conhecida até os confins da terra a “palavra da reconciliação” (2Co 5.19).
3. A Excelência do propósito.
Três expressões resumem a excelência do propósito
missionário de Jesus. São elas: “deu-lhes o poder de serem feitos filhos de
Deus (Jo 1.12); “O Filho unigênito, que está no seio do pai, este o fez
conhecer” (Jo 1.18); “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo
1.29).
3.1. O Agente Revelador.
A Igreja conhece a Deus-Pai através de Jesus (Jo 1.18).
Quem através da Palavra de Deus e da ação iluminadora do Espírito Santo vê a
Jesus Cristo, consequentemente, vê ao Pai por causa da Sua natureza divina e
comunhão íntima (Jo 14.9; 10,30). Embora os judeus sejam herdeiros da Lei, dos
concertos e promessas de Deus, nunca experimentaram um contato com o Pai tão
maravilhoso igual ao que se deu através de Jesus, o Messias. Jesus nos deixou
uma herança eterna. Pela fé em Sua Palavra, não nos tornamos apenas herdeiros
da missão, mas também do mesmo poder que exercia em seu tempo (Jo 14.8-14).
3.2. O Cordeiro de Deus.
É impossível chegarmos ao Pai, senão pelo Cordeiro. Seu
sangue tira o pecado do mundo. Jesus é o sacrifício aceitável e perfeito a
Deus, e substitutivo das nossas vidas. A epístola aos Hebreus, nos capítulos 9
e 10, nos ensina que os sacrifícios oferecidos no tempo do Antigo Concerto
(vide o livro de Levítico) eram tipos do sacrifício que Jesus Cristo ofereceu
por nossos pecados. O Cordeiro de Deus, por Seu próprio sangue, efetuou “eterna
redenção” (Hb 9,12). Não há necessidade de repetir o sacrifício, foi “um único”
(Hb 10.12). O apóstolo João ouviu que o novo cântico entoando no céu menciona o
Cordeiro, Sua morte, Seu sangue e o resultado de Seu sacrifício (Ap 5.9-14).
3.3. O direito de filiação divina.
Outro propósito dentro da obra missionária de Jesus é
garantir a filiação divina aos que creem. Há muito se apregoa uma paz,
fraternidade e amor da qual Deus não participa. Todos somos criaturas de Deus.
No entanto, para no tornarmos filhos de Deus precisamos receber Jesus Cristo,
crendo em Seu nome (Jo 1.12). Esta filiação ocorre por adoção através do Filho
de Deus e da habilitação do Espírito Santo em nós (Rm 8.15). Tal adoção ocorre
pela fé plena no Cordeiro. Sem Ele permanecemos como meras criaturas. Portanto,
a missão de Jesus resulta na formação de uma grande família na terra, quando
então entregará o Reino ao Pai e entraremos no perfeito estado eterno (1Co
15.24).
Conclusão.
Jesus não veio a terra por conta própria. Ele veio
cumprir a vontade do nosso Pai Celestial e, nesta vontade, Ele se deleitava em
fazê-la (Jo 4.34; 6.38). Ele foi um missionário excelente. Não é à toa que o
escritor aos Hebreus o chamou de “apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão”
(Hb 3.1).
Questionário.
1. Segundo a lição, o que João, o evangelista,
registrou?
2. O que devemos fazer para se encontrar com o Pai?
3. Cite uma das expressões que resumem a excelência do
propósito missionário de Jesus?
4. Como a Igreja conhece a Deus-Pai?
5. Como ocorre nossa filiação a Deus?


