Texto Áureo
“E
agora eu entreguei todas estas terras nas mãos de Nabucodonosor, rei da
Babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o
sirvam”. Jr 27.6
Verdade Aplicada
O plano
de Deus é que todas as nações sejam abençoadas por intermédio de Jesus Cristo.
Textos de Referência.
Jeremias 27.2-5
Jeremias 27.2-5
2 Assim
me disse o Senhor: Faze umas prisões e jugos e pô-los-ás sobre o teu pescoço.
3 E
envia-os ao rei de Edom, e ao rei de Moabe, e ao rei dos filhos de Amom, e ao
rei de Tiro, e ao rei de Sidom, pelas mãos dos mensageiros que vêm a Jerusalém
ter com Zedequias, rei de Judá.
4 E
lhes darás uma mensagem para seus senhores, dizendo: Assim diz o Senhor dos
Exércitos, o Deus de Israel: Assim direis a vossos senhores:
5 Eu
fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo meu
grande poder e com o meu braço estendido, e a dou a quem me agrada aos meus
olhos.
Introdução
Nesta
lição veremos que o Senhor Deus é imponente para realizar os Seus propósitos.
Estudaremos que não há poder neste mundo capaz de frustrar os Seus projetos.
1. A aflição de um profeta.
Jerusalém
estava semelhante à Sodoma e Gomorra. Não se encontrava nela sequer uma única
pessoa que praticasse a justiça e buscasse a verdade (Jr 5.1). A situação
estava tão pervertida que Deus advertiu o povo (Jr 5.26). O estado de desgraça
era notório entre os habitantes de Judá. Para Jeremias, era lamentável o fato
de não haver mais velhos sentados nas praças e os jovens para cantarem (Lm
5.13-15).
1.1. O alerta de Jeremias.
O
anseio do profeta Jeremias era que o povo de Judá se voltasse para Deus. Ele sabia
que o grande ato de amor realizado por Deus em favor do Seu povo havia sido a
libertação do Egito. Por isso, é constante a lembrança do êxodo e do deserto em
suas pregações (Jr 2.2, 6; 7.22, 25; 11.4, 7; 16.14). Preocupado com a
possibilidade de o povo voltar a ser cativo em terra estrangeira, ele convoca o
povo ao arrependimento: “Se voltares, ó Israel, diz o Senhor, para mim
voltarás; e, se tirares as tuas abominações de diante de mim, não andarás mais
vagueando, e jurarás: Vive o Senhor na verdade, no juízo e na justiça; e nele
se gloriarão”. (Jr 4.1-2). O resultado esperado pelo profeta era que o povo se
arrependesse dos seus erros. Por isso, suas profecias eram tão intensas. Entre
tantas profecias, encontramos a promessa que Deus daria uma nova aliança e que
ofereceria aos homens o perdão dos pecados (Jr 31.31, 34).
1.2. Deus usa líderes pagãos para realizar
Seu propósito.
Que
grande ironia nos é narrada pelo profeta Jeremias. Ele nos apresenta o Eterno
Deus usando um líder pagão para punir as nações. Ele recebe do Senhor uma
mensagem para os reis do Ocidente. Nesta mensagem, o Senhor diz ser o Criador
de todas as coisas existentes e que é por Seu gosto que Ele está entregando
tudo ao rei da Babilônia, Nabucodonosor (Jr 27.5-6). Ele diz que as nações que
não se submeterem às ordens de Nabucodonosor serão destruídas (Jr 27.8),
entretanto, a nação que assim o fizer será recompensada (Jr 27.11).
1.3. O perigo da contaminação.
As
nações vizinhas de Israel sempre foram motivo de preocupação pelo simples fato
de Israel de contínuo se envolver com suas práticas pagãs e esquecer-se do seu
Libertador (Ed 9.1). O requisito essencial para o povo de Deus é ser santo. É
permanecer separado dos padrões e costumes de outros povos para não perder a
essência de Deus e das bênçãos que Ele reservou para nós (1Co 1.2). Seguindo os
costumes da religião de outros povos, o povo de Israel chegou a sacrificar os
próprios filhos (Jr 7.31; 19.5; 32.35). Jeremias usou a expressão
“arrepender-se” cerca de onze vezes no decorrer de suas pregações. Mas as
influências eram tantas que o povo não se arrependeu. Diante de tanta
influência negativa, entendemos o choro de Jeremias por sua nação (Jr 9.1;
13.17; 14.17; 25.17-18; Lm 1.2; 2.11, 18). A razão final pela qual Judá foi
levado cativo para a Babilônia tem a ver com as influências recebidas destes
povos vizinhos, que fez por diversas vezes com que Israel se desviasse do
verdadeiro Deus. Com tantas práticas pagãs no meio do povo de Deus, a aliança
com o Senhor havia sido quebrada (Jr 22.9).
2. Deus adverte o povo.
Desde o
início, Jeremias seguira um caminho sólido em advertir sujeição aos babilônios.
Esta sugestão foi dada não somente a Judá, mas também aos mensageiros de muitas
nações que estavam em Jerusalém (Jr 27.3-4).
2.1. O profeta das nações.
O
motivo das pregações de Jeremias sempre foi levar o povo de Judá ao
arrependimento, visto que ele via a Babilônia erguer-se, pela providência
divina, para castigar uma nação desobediente, como era Judá. Ele orienta a
submissão a Babilônia por parte de Judá e das outras nações. Jeremias, afinal
de contas, era “profeta às nações” (Jr 1.5).
2.2. O Senhor da criação.
O
Eterno Deus criou tudo para que Sua glória seja vista e Ele eternamente adorado
(Ef 1.6). Deus não criou um mundo tão esplêndido somente para pôr em um quadro
e ao mesmo tempo não ter ninguém para admirar tudo de belo que Ele fez. Por
isso, o salmista diz: “Os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento
anuncia a obra de suas mãos”. (Sl 19.1). Utilizando a posse de Sua criação, o
Senhor assume Seus direitos sobre todas as nações (Dn 2.38). Ele mesmo entrega
a Nabucodonosor, rei da Babilônia, Seu “servo”, todas as terras e os animais do
campo para que o sirvam (Jr 27.6).
2.3. O pecado das nações contemporâneas.
As
nações do mundo contemporâneo discorrem que são donos do seu próprio destino
devido ao seu poderio militar. Elas vivem uma luta constante em busca da paz.
Não entendem que a paz verdadeira só existe em Cristo (Jo 14.27). O pecado tem
causado a degradação de nosso planeta. Às vezes, Deus permite que as
catástrofes aconteçam para trazer as nações aos Seus pés. O desejo do Senhor é
que cada nação e cada indivíduo se arrependa e se achegue a ele.
3. Deus convoca ao
arrependimento.
Disse
Jesus: “Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento”
(Lc 5.32). Embora o pecado dificulte o caminho até Deus, o arrependimento abre
as portas do céu novamente (Tg 4.8). Oremos pela nossa nação! Pois feliz é a
nação cujo Deus é o Senhor (Sl 33.12).
3.1. Deus é soberano sobre as nações.
O rei
Davi mencionou a superioridade de Deus sobre as nações da terra: “Porque o
reino é do Senhor, e ele domina entre as nações” (Sl 22.28). O Senhor não
precisa ser sujeitado a ninguém. Ele faz o que lhe agrada, ninguém pode
detê-Lo.
3.2. Como alcançar as nações para o Senhor?
É fato
que nem todos podem partir para outras nações. Entretanto, todos os discípulos
de Cristo devem estar comprometidos com a proclamação da salvação em Jesus
Cristo até os confins da terra (At 1.8): orando, indo, enviando e contribuindo.
O Senhor nos delegou uma responsabilidade muito grande: “Mas vós sois a geração
eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis
as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe
2.9). Que o Senhor desperte em cada um de nós o desejo missionário em busca das
almas perdidas.
3.3. Toda chamada tem um preço a ser pago.
Jeremias
teve um chamado para as nações porque esse foi o propósito de Deus (Jr 1.5). Em
sua jornada como profeta, houve um preço a ser pago por ele. Ele chegou a
amaldiçoar o dia em que nasceu (Jr 20.14). Ele sabia que não foi homem algum
que o havia chamado, mas o próprio Deus de Israel (Jr 1.7). Jeremias não buscou
ser bajulador de reis corruptos para ter benefícios, nem se assentou na roda
dos zombadores (Jr 15.17). Ele seguiu seu chamado totalmente. A única
preocupação de Jeremias era com a sua missão, que era inegociável.
Conclusão.
Deus é
grandioso. Ele é Senhor absoluto na história dos homens e das nações. Ele é
soberano para dirigir o coração de reis e nobres. Ele é divino para realizar a
Sua vontade. Ele é soberano sobre tudo e sobre todos. Glória a Deus pela Sua
eterna soberania.
Questionário.
1. O que era lamentável para Jeremias?
2. O Senhor entregou as nações na mão de qual monarca?
3. Somente onde existe a paz verdadeira?
4. O que traz a felicidade para uma nação?
5. O que Jeremias chegou a amaldiçoar?


