Não confunda
espiritualidade com falta de conhecimento.
Atualmente, muitos cristãos desejam verdadeiramente crescer
espiritualmente, no entanto, como acham que não precisam aprender a palavra e
muito menos estudar teologia, acabam criando a sua própria teologia na
informalidade:
“É mistério, Veja o varão de branco! Queima ele Jeová!
Receba a bola de fogo! Reteté de Jeová! Recebaaaa!”
Entretanto, os que defendem esse ponto de vista pecam ao
confundirem espiritualidade com falta de conhecimento, afirmando que o cristão
não precisa de ensino bíblico e muito menos de teologia.
Portanto, para que possamos compreender a importância do
ensino para a espiritualidade cristã, será apresentado aqui à história da
educação ao longo da narrativa bíblica.
Ensino no Antigo
Testamento
Primeiramente, o ensino era ministrado pelos anciãos (Nm 22.29), posteriormente, pelos
levitas e depois pelos escribas (Ed 7.10).
Após o retorno do exílio babilônico de setenta anos, o povo
judeu havia se esquecido do ensino da lei do Senhor. Diante dessa situação
Esdras, o escriba, leu a lei perante o povo, desde a alva (cinco horas da
manhã) até aproximadamente o meio-dia e um grupo de escribas traduziam o
ensino, para que o povo, que falava aramaico, pudesse compreender o real sentido do texto.
Esta passagem é considerada por muitos especialistas, como
sendo a primeira escola bíblica, pois foi a primeira vez que houve
interpretação de passagens bíblicas, praticando-se o exercício tanto da
hermenêutica como da exegese.
O verdadeiro ensino bíblico produz arrependimento e confrontação, o que gerou um grande avivamento espiritual entre o povo de Israel.
O verdadeiro ensino bíblico produz arrependimento e confrontação, o que gerou um grande avivamento espiritual entre o povo de Israel.
Ensino no Novo
Testamento e na Igreja atual.
Já no período do Novo Testamento o ensino era ministrado nas
sinagogas pelos rabinos e pelos mestres, e além destes, podemos observar
claramente o ministério do ensino na vida de Apolo, que era poderoso em
palavras (At 18.24-28); no
ministério do apóstolo Paulo, que ministrava sempre doutrinando as Igrejas; e
em nosso Senhor Jesus, nosso maior exemplo, sendo chamado 50 vezes de mestre
nos evangelhos (Jo 3.1) e 16 vezes
de mestre dos mestres. Seu ensino era ministrado por meio de parábolas e
através de ensinamentos pessoais e no templo.
Portanto, dentro do ensino claro do Novo Testamento, fica
evidente que o Senhor chamou uns para mestres (Ef 4:11) e outros para ensinadores (Rm 12:7), sendo que o ensino é uma das tarefas mais importantes da
igreja cristã e contribui para a sua edificação.
Na Igreja primitiva os mestres e ensinadores eram grandemente usados pelo Senhor para ensinar e contribuir com a edificação das comunidades do NT.
Na Igreja primitiva os mestres e ensinadores eram grandemente usados pelo Senhor para ensinar e contribuir com a edificação das comunidades do NT.
Portanto, os que se envolvem com a área do ensino cristão e
da educação teológica podem exercer o seu chamado como professor de Teologia,
de EBD, de classes infantis, discipulador, palestrante, pregador expositivo,
escritor, conferencista, revisor de Bíblias, de livros, de obras de referência,
consultor teológico e etc.
Como reflexão
O ensino é de suma importância para o desenvolvimento do
corpo de Cristo, portanto, é muito importante que em uma comunidade de fé haja:
Escolas Bíblicas, Faculdade de Teologia, Seminário teológico, Curso de
Discipulado, Pequenos Grupos, Grupos de Crescimento, Seminários, Palestras,
Conferências, Plenárias, Simpósios, Classes infantis e etc.
Portanto, podemos refletir que os que ensinam, devem
procurar servir com o seu dom à comunidade na qual estão inseridos. Como
reflexão, gostaria de registrar o pensamento de John Milton Gregory: “A
verdadeira função do professor é criar condições para que o aluno aprenda
sozinho”.
Portanto, ensinar é gerar edificação e é de suma importância
que todos os mecanismos possíveis de ensino sejam usados, para que o corpo de
Cristo seja edificado através do ensino bíblico, teológico e também por meio
das áreas do conhecimento humano, pois como afirmou John Stott: “Crer é também
pensar”.
POR ORLANDO MARTINS - GOSPELPRIME


