• Ultimas Postagens

    COMPRANDO A MISÉRIA ESPIRITUAL COM A PROSPERIDADE TERRENA


    Balaão – Comprando a miséria espiritual com a prosperidade terrena (Nm 22.1-7)

    “Acamparam-se os filhos de Israel nas campinas de Moabe, além do Jordão na altura de Jericó”. (Vs 1)
    Sob a liderança de Moisés, ao sair do Egito o povo de Deus avança pelo deserto em direção à Terra Prometida (Canaã).
    Ao chegarem ás margens do Jordão, sua fama já havia atravessado o Rio e chegado aos ouvidos de Balaque, rei de Moabe.
    O terror de Deus tomou seus corações (Js 2.9-11) pelo fato de o numeroso povo hebreu ter vencido grandes exércitos como o de Faraó; terem atravessado milagrosamente o Mar Vermelho em terra seca e derrotado grandes reis, como Siom rei dos amorreus e Ogue rei de Basã (Sl 136.13-20).

    É neste cenário que surge Balaão, um profeta mercenário que negocia seu dom e se torna um exemplo a ser evitado pelo povo de Deus (Jd 11).

    Quem era Balaão?
    1- Pouco se sabe sobre ele, senão que era filho de Beor, morador da região de Petor na Mesopotâmia e que foi contratado pelo rei dos moabitas para amaldiçoar o povo hebreu (Dt 23.4).
    2- Era um homem que conhecia Deus e que era reconhecido por suas predições (Nm 22.6). Balaão tinha um chamado.

    - O fato de conhecermos Deus e a Sua vontade nos torna duplamente culpados; e termos um chamado ministerial não nos isenta de um juízo divino.

    Ele cobiçou as riquezas terrenas (Nm 22.7) – Ao ser procurado pelos súditos do rei e informado sobre qual seria sua tarefa, ele já deveria saber qual seria a resposta do Senhor, mas mesmo assim foi falar com Deus.

    - Ás vezes nos vestimos de uma falsa humildade e queremos ouvir um sim de Deus mesmo sabendo que a reposta será não. Neste intuito muitos correm de um lado para o outro à procura de “visagens”,  “revelamentos” e “profetadas” que sejam convenientes aos seus desejos egoístas e obscuros.

    Tentou convencer Deus – Ao recusar a oferta do rei, ele é novamente procurado com um valor muito maior que o primeiro, além de promessas de muitas honrarias (Nm 22.15-17).
    Balaão entra em um conflito diabólico dentro de si. Por um lado ele temia desobedecer a Deus, por outro ele não queria abrir mão dos presentes.

    - Na verdade o que ele realmente desejava era receber a aprovação de Deus e ao mesmo tempo satisfazer o desejo do inimigo.
    Mas não dá pra coxear entre dois pensamentos (1Rs 18.21), não dá para servir a dois senhores (Mt 6.24); ou  seremos frios ou quentes, pois sendo mornos Deus nos vomitará (Ap 3.16).
    Alguns desejam viver assim, temem o juízo de Deus, mas não querem abrir mão da amizade com o mundo; Deus não tolera uma vida dupla (Tg 4.4).

    Balaão ignorou o fato de que Deus conhece até os nossos pensamentos (Sl 139.1-4)
    Quando ele levanta-se de madrugada, em seu coração já planejava amaldiçoar o povo hebreu e receber a recompensa. Mas Deus conhecia seus planos.

    - O salmista declara que nada fica encoberto diante dos olhos de Deus, nem mesmo nossos pensamentos; Hebreus 4.13 nos revela que nada passa despercebido aos olhos do Senhor. Podemos esconder do marido, da mulher, dos filhos, dos pais e até do pastor, mas não de Deus.

    Ele distorceu a palavra de Deus para o seu benefício (Nm 22.20-22).
    Deus lhe deu duas condições: “Se aqueles homens te vierem chamar”; “Farás o que eu te disser”.
    Apressada e equivocadamente ele julga ter recebido a aprovação divina.  

    - O apóstolo Pedro já alertava sobre os indoutos e inconstantes que torciam alguns trechos das Escrituras para sua própria perdição (2Pe 3.16).  
    - Hoje não é diferente, pois não raramente vemos os mercenários da fé fazendo uso da Palavra de forma distorcida para enganar e seduzir os incautos e imaturos.

    Deus afunila os que estão no caminho errado (Nm 22.23-24,26).
    No primeiro momento o anjo aparece num lugar aberto, na segunda vez numa vereda entre as vinhas, na terceira vez o anjo pôs-se num estreito, sem poderem se desviar nem para a direita nem para a esquerda.

    - Quando alguém começa a andar por caminhos tortuosos, normalmente Deus vai estreitando o caminho na esperança do mesmo reconhecer seu estado de miséria e retornar ao caminho reto.
    - Deus sabe exatamente o que e como deve fazer para estreitar o caminho de alguém.  

    Perdeu a sensibilidade e a visão (Nm 22.27,31)
    Balaão não tinha sensibilidade para sentir que algo espiritual estava acontecendo. E também o homem que profetizava de olhos abertos tinha menos visão espiritual que uma jumenta.

    - Quando estamos em desobediência a Deus, a primeira coisa que perdemos é a sensibilidade; não sentimos a presença de Deus nem o mover do Espírito, não discernimos a vontade de Deus para nossas vidas. Todos querem, menos nós; todos fazem, menos nós; todos concordam, nós somos contra.
    - A segunda coisa é que ficamos com a visão limitada. Não conseguimos atingir a esfera espiritual. É neste momento que somos cegados e não mais enxergamos por uma perspectiva cristã; tudo se torna banal e relativo. Começamos a tratar o certo como errado e o errado como certo.

    Balaão teve que entender e declarar que nenhuma maldição poderá atingir aqueles que andam na presença do Senhor (Nm 23.21).
    Dois fatores para a bênção: Israel tinha uma consciência pura diante de Deus e Deus era com eles.

    - O apóstolo Paulo declarou aos cristãos de Roma que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus; e que se Deus é por nós, quem será contra nó? (Rm 8.1,31)
    - Portanto não devemos temer nenhuma maldição se o nosso coração estiver voltado para Deus.  

    Aparentemente Balaão obedeceu a Deus (Nm 24.9-11) – Esses versículos relatam que ele foi, abençoou o povo por três vezes e voltou pra casa sem os presentes nem honrarias.

    Balaão, um exemplo a ser evitado - O apóstolo Pedro ao falar sobre os maus obreiros relata o episódio de Balaão de forma negativa, como um exemplo a ser evitado (2Pd 2.15-16).
    Se a história terminasse em Números 24, pareceria que Pedro, assim como Judas estivessem sendo injustos com o profeta, que apesar de alguns deslizes, no final fez o que era certo.

    - Somente aparência.

    O juízo de Deus e a morte de 24 mil (Nm 25.1-5,9)
    No capítulo 25 vemos que o mesmo povo que tinha uma consciência pura, cuja presença de Deus habitava entre eles (Nm 23.21) estavam agora pecando contra Deus, se prostituindo com as moabitas e adorando os seus deuses.
    E o que perguntamos é: Como aconteceu esse relacionamento entre os hebreus e os moabitas que trouxe tamanha praga entre o povo?
    A resposta está em Apocalipse 2.14“Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem”.
    E em Números 31.16“Eis que estas foram as que, por conselho de Balaão, deram ocasião aos filhos de Israel de transgredir contra o Senhor no caso de Peor; por isso houve aquela praga entre a congregação do Senhor”.

    O conselho de Balaão – Em Números 24 Balaão realmente volta para casa após falar aquilo que Deus colocou em sua boca, mas seu coração já estava contaminado.
    Quando Balaão partiu, seu coração estava preso na oferta do inimigo; e com o coração manchado ele procurou uma forma de negociar.

    - A Bíblia afirma que aqueles que servem a Deus devem a todo custo guardarem seus corações (Pv 4.23), pois dele procedem as fontes da vida. Jesus disse que os piores desejos e sentimentos que destroem o  homem procedem do  coração (Mt 15.19).
    - Uma pessoa com o coração manchado sempre voltará para aquilo que o seduz; pode até caminhar por certa distância e demonstrar uma suposta obediência a Deus por “medo” do castigo, mas cedo ou tarde cairá em transgressões.
    - Devemos lutar pela purificação do nosso coração, pois seremos tentados quando formos atraídos e seduzidos pelos nossos próprios desejos (Tg 1.14).

    Como o povo de Deus poderia ser derrotado?
    Balaão volta atrás e negocia com Balaque apresentando uma estratégia diabólica: Amaldiçoar o povo seria inútil, pois era guardado por Deus.  A única forma de vencê-los era levando eles a pecarem pela sedução, colocando o pecado sorrateiramente entre eles.
    Escolheram então mulheres atraentes e sedutoras, as quais chegaram sem demonstrar nenhum perigo. Em pouco tempo a raiz do pecado se espalhou entre o povo e muitos já estavam contaminados.
    Se prostituíram com as mulheres, comeram dos sacrifícios idólatras e adoraram os seus deuses.

    - Um forte alerta nos é deixado aqui. Quantas igrejas que estão negociando com inimigo; deixando a sensualidade adentrar entre o povo. Quantos que foram referência positiva e hoje se tornaram vergonha para o Reino.
    - A maior estratégia do diabo hoje não é tirar o cristão da igreja, mas instalar o pecado entre o povo de forma sorrateira. O relativismo é gritante no meio evangélico e há atrações para todos os gostos, sem contar que estamos nos tornando mercadores da fé, onde a igreja tem sido vista como uma fonte de lucro e não uma Embaixadora do Reino.
    - Quase nada é visto como errado, o pecado não tem sido confrontado, não há disciplina para o erro e o temor de Deus está a cada dia mais distante do coração humano.

    Deus é imparcial – A justiça de Deus exige um juízo e Deus é imparcial.
    Quando o pecado se instalou no meio do povo, o Senhor enviou uma praga, e matou num dia 24 mil pessoas (Nm 31.16).

    - Muitos julgam que por terem ministério, por pregarem, cantarem, pastorearem igrejas estarão isentos de juízo. Podemos até fazer cair fogo do céu, se nosso coração estiver contaminado com o pecado, o juízo divino nos alcançará (Mt 7.21-23).    

    Começou bem, terminou mal – Balaão começou bem sua carreira, tinha um chamado e vocação para profetizar. Falava com Deus e ouvia a sua voz. Mas sua vida terminou como a dos ímpios (Js 13.22). Morto pela a espada do juízo.
      
    - O importante não é como se começa, mas como se termina. De nada adianta começarmos bem, mas não seguirmos nas mesmas pisadas. O apóstolo Paulo termina sua carreira nos deixando um grande exemplo a seguir: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. (2 Tm 4:7)

    Que possamos permanecer na sinceridade ao Senhor, sabendo que Dele virá a recompensa merecida:
    “E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra”.
    Apocalipse 22:12

    Que Deus em Cristo vos abençoe!

    POR PR. ODAIR PADIA

    Essa mensagem foi ministrada no Culto de Ensino no dia 05 de Fevereiro em nossa congregação. Fique á vontade para compartilhar, baixar e fazer suas próprias adaptações. Deixe seu comentário!   


    Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

    Seguidores

    Formulário de contato

    Nome

    E-mail *

    Mensagem *