O
homem morreu e a mulher segue internada em estado grave; médicos desencorajam o
uso do medicamento para tratamento da Covid-19
Com
a disseminação do novo coronavírus, diversas países começaram a testar remédios
com o objetivo de encontrar a cura para o vírus. O Brasil, inclusive, recebeu
autorização para iniciar os testes com alguns medicamentos, entre eles está a
hidroxicloroquina.
No
entanto, especialistas alertam que o tratamento com a cloroquina é apenas
experimental e que deve ser realizado em ambiente controlado - além de informar
que o uso do remédio sem prescrição médica ou de maneira irresponsável pode
causar danos irreversíveis. Esse foi o caso de um casal no Texas. O homem
morreu e sua esposa está internada em estado grave após ingerirem fosfato de
cloroquina – substância popularmente usada para limpar aquários.
O
casal, que possui por volta de 60 anos, começou a apresentar sintomas trinta
minutos após a ingestão. Eles chegaram a procurar ajuda na rede de hospitais
Banner Health, em Phoenix, no entanto, era tarde demais.
Com
informações apontando que a cloroquina seria testada para a cura da Covid-19,
uma corrida se iniciou até às farmácias para adquirir o medicamento.
Entretanto, Daniel Brooks, diretor médico do Banner Health, diz que entende
"que as pessoas estão tentando encontrar maneiras de prevenir ou tratar
esse vírus, mas a automedicação não é a maneira de fazê-lo".
"A
última coisa que queremos agora é inundar nossos departamentos de emergência
com pacientes que acreditam ter encontrado uma solução vaga e arriscada que
poderia prejudicar sua saúde", completa Brooks.
A
maioria dos pacientes infectados pela Covid-19 exige apenas cuidados básicos,
além de isolamento para evitar o risco de contaminar outras pessoas. Por esse
motivo, médicos desencorajam fortemente a ideia de tomar remédios por conta
própria ou acreditar em tratamentos milagrosos que prometem uma cura para a
doença.
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